Élites En Las Américas: Diferentes perspectivas
Élites En Las Américas: Diferentes perspectivas
Autor: ADRIANO CODATO E FRAN ESPINOZA (ORGANIZADORES)
ISBN: 9788584801251
Área: Política
Páginas: 384
Ano de publicação 2018
Preço: R$ 45,00

Nas últimas décadas, a Ciência Política de orientação institucionalista tem contribuído para o conhecimento da realidade da América Latina. Não tardou muito, porém, para que o avanço proporcionado por essa perspectiva acabasse se transformando em uma espécie de explicação monista. A partir de certo momento, parecia que todas as nossas mazelas e esperanças residiam nos defeitos ou nas virtudes de nossas instituições. As regras do jogo dominavam a argumentação e os jogadores estavam condenados a produzir os inevitáveis efeitos esperados pela teoria. Hoje sabemos que instituições rigorosamente semelhantes podem produzir efeitos distintos e que a razão disso reside, entre outras coisas, nas diferenças encontradas entre seus operadores, ou seja, nas elites políticas. O que pensam essas elites, a sua formação, a origem da sua socialização política, enfim, os seus atributos adscritos e adquiridos afetam o funcionamento das instituições.

O livro que o leitor terá em suas mãos exprime essa outra perspectiva, sem perder de vista o contexto institucional em que as elites atuam. Algumas de suas qualidades merecem ser destacadas. A primeira delas reside na ambição de dar conta de certos problemas referentes às elites em vários países da América Latina, resistindo à nossa proverbial vocação provinciana.

A segunda consiste em perceber a importância de alguns temas fundamentais nos estudos das elites, especialmente a relação entre estas e o regime democrático e entre elites e representação, um tema crucial, uma vez que a mera existência de uma “minoria politicamente ativa” evidentemente acarreta problemas teóricos e práticos para o funcionamento da democracia. Por último, é necessário destacar a preocupação, presente em vários capítulos da obra, de investigar as relações, sempre dramáticas, entre elites e governos que se afirmam “populares”.

Dizem os clássicos que as minorias politicamente ativas são uma realidade perenne, contra a qual é inútil lutar. Segundo eles, valeria mais a pena estudá-las com o intuito de entendê-las, controlá-las e evitar seu despotismo. Este livro pode ser lido como um passo a mais nessa direção.

 

Renato Perissinotto (UFPR).




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